Erase

 
ERASE PERFORMANCE
animação: Celia Eid
musica: Sébastien Béranger

ERASE é uma vídeo-performance que tem como princípio o jogo complexo que a nossa memória promove ao lidar com lembranças e esquecimentos, acumulação e perda. Três camadas de papéis superpostas (branco/kraft/branco) servem de tela para a projeção de uma animação. A animação é baseada no mesmo principio: cada nova imagem elimina elementos da imagem anterior e introduz novos. A performer desenha diretamente sobre a projeção. Microfones captam em tempo real o som provocado pela sua ação: atrito dos pinceis, lápis e rasgos nos papéis que servem de suporte, a música é assim alterada em tempo real. Virtual e real se confrontam visceralmente.


ERASE est une vidéo performance où EID dessine sur la projection de sa propre animation. Elle combine ainsi le geste virtuel au réel. La musique originale créée par BÉRANGER est électroacoustique. Le son du crayon est capté par des microphones et, transformé et intégré à la musique en temps réel. L’animation s’inspire du jeu complexe que notre mémoire organise entre souvenir et oubli, elle exploite une technique d’animation courante qui consiste à générer chaque nouvelle image par l’effacement de certains éléments de l’image précédente et l’introduction de nouveaux éléments.

 
ERASE
animação: Celia Eid
musica: Sébastien Béranger
data: 2015

ERASE se inspira no jogo complexo que nossa memória organiza entre lembrança e esquecimento, esses dois movimentos que, verso e reverso de um mesmo processo, são vitais para nossas vidas.
Na sua matéria visual, Erase faz um paralelo desse jogo usando uma técnica tradicional de animação que consiste em gerar cada nova imagem pela eliminação de certos elementos da imagem anterior e a introdução de novos.
A música segue o mesmo princípio. Num espaço sonoro rico e saturado, faixas de frequências são apagadas, deixando uma impressão de vazio ou de espaço oco.


ERASE est une métaphore du fonctionnement de notre cerveau, de notre relation à la mémoire, à l’oubli et au souvenir, ce couple inséparable et complémentaire, à tous ces nouveaux instants qui se construisent, s’effacent et dirigent notre vie. Le souvenir rend l’oubli nécessaire… Et temps sculpte notre mémoire. Visuellement, Erase s’appuie sur une technique usuelle d’animation qui consiste à gérer chaque nouvelle image en effaçant certains éléments de l’image précédente, puis en y rajoutant quelques nouveautés… La musique se base sur cette même idée de l’oubli, de l’effacement, de la gomme et du filtrage. Dans un espace sonore et visuel très riche et saturé, de larges bandes de fréquences sont arrachées, laissant parfois un sentiment de vide et d’espace en creux.