Interstitial Traces

 
Musique: Robert Coburn

La réalité de nos perceptions, les traces, sont autant d’interstices, qui permettent de pénétrer dans le bloc de nos intuitions. Cette œuvre est un genre de partition graphique fruit de la collaboration avec compositeur Robert Corbun. Elle a été créée alors qu’ils habitaient dans des continents différents, Celia en France et Robert au Japon. D’une manière générale on y perçoit ces deux influences. Le flux et les gestes abstraits de l’animation sont plus marqués par la nature franco-brésilienne de la plasticienne, tandis que l’univers sonore créé par le musicien prend racine dans le champ d’enregistrements sonore qu’il a fait au Japon.


A realidade de nossas percepções, os traços, são interstícios, graças os quais nós penetramos no bloco das nossas percepções. Esta obra é uma espécie de partitura gráfica animada, fruto de um trabalho conjunto com o compositor americano Robert Corbum. Ela foi criada em um momento em que Celia morava na França e Robert no Japão. De uma maneira general é possível perceber essas duas influências. O fluxo e os gestos abstratos de animação são marcados pela natureza franco-brasileira da artista plástica, enquanto o universo sonoro criado pelo músico tem sua origem nas gravações sonoras que ele realizou quando estava no Japão.


The reality of our perceptions, the traces, are all interstices that allow entering the block of our intuitions.  This piece is a collaboration with the composer Robert Coburn. It was created while we were living on different continents – The artiste was in France and the composer in Japan. In a way, the piece represents both of those influences. The flowing, abstract gestures of the animation are very much in keeping with Celia’s Brazilian/French artistic nature and the sound world Robert created grows from field recordings made in Japan.